Sejam muito bem-vindos ao PROJETO ENSD, uma mudança de vida em tempo real! Somos Léo e Thiago e juntos estamos construindo um motorhome enquanto viajamos o Brasil e o mundo. Desta vez acordamos na Praia de Boa Viagem, em Recife, depois de dormir em um ponto de pernoite seguro na Orla. Enquanto viajantes de motorhome, essa é uma preocupação constante. Quando estamos em cidades grandes, buscamos locais bem iluminados, com maior fluxo de pessoas, próximos a delegacias, postos policiais, bares e restaurantes. Gostamos do estilo wild camping, de ficar mais na rua e evitar campings formais, por isso investimos bastante no isolamento térmico e acústico da Maju, o que nos permite pernoitar com mais tranquilidade. Uma dica de segurança é evitar áreas desertas ou muito escuras, onde a vulnerabilidade aumenta e as chances de pedir socorro ou haver testemunhas diminuem, especialmente para nós, que somos um casal LGBT na estrada.
De manhã, seguimos para caminhar pela Praia de Boa Viagem. Mostramos a orla, barracas de praia, inclusive opções LGBT, aproveitamos para falar sobre a questão dos tubarões, sempre destacada nas placas de aviso. Confirmamos com barraqueiros locais: o banho é mais seguro nas piscinas naturais que se formam na maré baixa, quando os recifes atuam como barreiras. Já em maré alta, ou após chuvas fortes, o risco aumenta e é melhor evitar entrar no mar. Boa Viagem é um dos cartões-postais de Recife, com quase 8 km de extensão, águas mornas e coqueirais, mas exige respeito às orientações de segurança.
Pegamos a Maju e seguimos para o Centro de Recife. A região concentra a memória da cidade: ruas antigas, praças, prédios coloniais e barrocos, além de construções ligadas ao período da ocupação holandesa. Foi ali que Recife se desenvolveu como porto no século XVI, tornando-se depois capital do Brasil holandês. Durante o passeio, visitamos também o projeto Recife Sagrado, iniciativa da Prefeitura que desde 2014 reúne 12 templos religiosos em visitas guiadas bilíngues. Entre eles, a Capela Dourada, iniciada em 1696 e concluída em 1724, considerada a primeira construção totalmente barroca do Brasil, com interior ricamente revestido em talha dourada. É um dos espaços mais impressionantes da arte sacra no país.
À tarde, fomos ao Recife Antigo, onde está o Marco Zero e a Praça Barão do Rio Branco. Esse é o ponto de fundação da cidade e de onde partem as medições oficiais de distância em Pernambuco. Ao redor, estão o Paço do Frevo, o Cais do Sertão, o antigo edifício da Bolsa de Valores, casarões coloridos e galerias de arte, que fazem da região um polo cultural vibrante. Do Marco Zero, atravessamos de barco até o Parque de Esculturas Francisco Brennand, localizado em um recife natural no meio do estuário. A travessia é curta, mas oferece uma vista única do centro histórico e do porto. O parque reúne mais de 90 obras do artista pernambucano Francisco Brennand, entre elas a famosa Torre de Cristal, de 32 metros de altura. Embora a travessia de barco seja a forma mais tradicional de chegar, também é possível acessar o parque de carro, pela Avenida Brasília Teimosa. Além das esculturas, conhecemos o novo Parque de Exposições, recém-inaugurado, que amplia a experiência com mais obras e espaços de contemplação ao ar livre. Encerramos o dia nesse cenário, acompanhando o pôr do sol no Recife Antigo e mostrando como a cidade une arte, história, cultura e o cotidiano de quem viaja o Brasil de motorhome.
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